A morte de Miguel Abdalla, tio materno de Suzane von Richthofen, voltou a trazer à tona um sobrenome associado a um dos casos mais emblemáticos da crônica policial brasileira. O médico, de 76 anos, foi encontrado sem vida em sua residência, localizada na Vila Congonhas, zona sul de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, não foram identificados sinais de violência nem indícios de invasão no imóvel.
Apesar de o episódio não ter sido classificado como crime, o fato de Abdalla não manter contato havia alguns dias causou preocupação entre vizinhos e familiares antes da descoberta do corpo. A situação reacendeu memórias de conflitos e disputas que marcaram a família após o assassinato de Marísia e Manfred Richthofen, ocorrido em 2002.
Conflitos familiares e disputas judiciais
Após o crime, Miguel Abdalla passou a ser o responsável legal por Andreas, irmão mais novo de Suzane, além de administrar os bens deixados pelo casal. Com o passar do tempo, ele acabou afastado dessa função por decisão judicial, após solicitação feita por Suzane, que apontou supostas irregularidades na condução do patrimônio.
Em outra ocasião, o médico recorreu à Justiça ao relatar que a sobrinha teria sido vista circulando nas proximidades da residência onde vivia com a mãe e Andreas, episódio que levou à atuação do Ministério Público. A morte de Abdalla encerra a trajetória de uma figura diretamente ligada aos desdobramentos familiares e legais de um caso que permanece vivo na memória coletiva do país.



