quarta-feira, junho 10, 2026
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Lacunas na lei do IPTU progressivo motivam questionamentos na Câmara

aumento progressivo do valor do IPTU para imóveis sem utilidade, abandonados, fechados ou subutilizados (imóveis com pouco aproveitamento) está sendo questionado pela Câmara Municipal de Foz do Iguaçu. O requerimento n° 247/2026, de autoria da vereadora Valentina Rocha (PT), surge após um parecer da Procuradoria-Geral do Município que reconhece lacunas normativas na definição de imóveis com IPTU progressivo.

Embora o parecer nº 272/2025 da Procuradoria-Geral considere a Lei   Complementar n° 249/2015 parcialmente adequada às diretrizes do Estatuto da Cidade (Lei Federal nº 10.257/2001), as lacunas quanto à  ausência de definição legal dos imóveis trazem um risco de nulidade de eventuais lançamentos tributários. 

“O IPTU progressivo é um instrumento importante para garantir que os imóveis da cidade cumpram a sua função social. A gente sabe que Foz tem muitos terrenos e imóveis abandonados ou subutilizados, enquanto faltam planejamento urbano e acesso à moradia em várias regiões”, explicou a vereadora.

O questionamento da vereadora  busca entender se a prefeitura municipal reconhece essas lacunas e também quais providências foram adotadas até o momento para suprir tais omissões.

Questionamentos feitos pela vereadora

O Requerimento busca compreender quantos lançamentos de IPTU progressivo foram efetivamente realizados e quais estudos técnicos já foram elaborados para a delimitação de novas áreas de aplicação do instrumento. A parlamentar também procura saber se o Município já promoveu, ou pretende promover, a inclusão de novas definições de imóveis no Plano Diretor, além de questionar se haverá atualização da Lei Complementar.

Além disso, foi questionada a existência de estudos técnicos para a delimitação de novas áreas de aplicação do instrumento, conforme recomendação da Procuradoria-Geral. O Requerimento ainda busca esclarecer se a aplicação do IPTU progressivo está atualmente restrita aos imóveis subutilizados, bem como quantos desses imóveis já foram notificados com base na Lei Complementar.

“Estamos pedindo transparência e informações concretas em relação a quantos imóveis foram notificados e às medidas que a Prefeitura pretende tomar para atualizar a legislação e quais são as problemáticas que hoje impedem que esse instrumento funcione de maneira efetiva”, finalizou a parlamentar.

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